Futebol em Debate

Um blog com comentários do que acontece no futebol, em especial no futebol paulista

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Terra Blog

Categoria: Geral

26.06.09

É o cúmulo!

categorias: Geral


* É um absurdo um clube gostar de Fábio Costa. O cara apronta uma briga a cada duas semanas. É impressionante!

* É um absurdo parte da torcida do Palmeiras qualificar como boa a venda de Keirrison para o Barcelona, mesmo que por E$16 mi. O centroaveante vai fazer uma falta descomunal. Ou a torcida mais "inteligente" do Brasil - ganha desparado de todas as outras - acha que Ortigoza e Obina vão dar conta do recado? Ah, tinha me esquecido: um cara que faz  24 gols em 35 jogos é ruim para caramba. Bom sou os outros! Anotem: os cornetas vão sentir muita, mas muita, mas muita falta mesmo do K9. O Palmeiras ficará igual ao Verdão de 2007, de Caio Jr, que até jogava bem, mas não tinha quem colocasse a bola para dentro. O drama começa domingo, contra o Santos. E não adianta pedir a cabeça do técnico. Durma com essa, torcida mais inteligente do Brasil.

* É um absurdo a espetacularização que estão fazendo sobre o caso Maxi Lopez. Muita gente aproveita para atacar o preconceito racial sendo preconceituoso contra os argentinos. É brincadeira, viu!

23.04.09

Pena rigorosa - mas justa

categorias: Geral, Imprensa


Quem melhor escreveu sobre as últimas confusões no campo de futebol foi o sempre equilibrado Mauro Beting, em seu blog.

Irresponsabilidades

Cristian não poderia ter celebrado o gol daquele jeito no Pacaembu. Poderia ter causado uma tragédia ao ser grosseiro com a torcida rival. Merece punição pelo gesto.

Diego Souza não poderia ter voltado ao gramado para agredir Domingos. Por mais que o santista tivesse simulado a primeira queda (para não dizer a segunda), a reação despropositada do palmeirense poderia levar a reações similares dos torcedores. Merece punição.

Domingos não poderia simular agressão inexistente do rival. Aquilo provocou ainda mais o destemperado Diego Souza, e jogou querosene no Palestra. Merece punição.

Fábio Costa (em grande fase, apesar da grande falha no gol de Pierre) pode e deve celebrar cada tiro de meta batido (como fazem Felipe, Fernando Henrique e muitos novos goleiros). Pode e deve motivar companheiros e a própria torcida. Mas precisa ser profissional para aceitar críticas e aturar vaias e xingamentos. Responder com gestos a cada provocação só piora o ambiente nos estádios cada vez mais intolerantes. Merece no mínimo uma repreensão interna.

Por mais que seja “bacana” ver gente perdendo a cabeça, o coração, os braços e os dedos em celebrações e em atos de, digamos, “bravura”, a braveza destes tempos exige medidas enérgicas de autoridades, treinadores, cartolas e imprensa.

Se todo gol contra um rival “permite” a grosseria desrespeitosa do gesto de Cristian, estamos todos acabados. Se a cada falta de suor e de sangue nas chuteiras de companheiros pinta uma resposta sanguínea e sanguinária como a de Diego Souza, todos os atos tresloucados dentro e fora de campo passarão a ser aceitos.

O torcedor pode até preferir algum “macho” que mostre os dedos aos rivais ou sangue aos próprios colegas que não parecem ter algo nas veias.

Mas cabe à gente que cobra consciência e respeito evitar que atos violentos infestem os campos.

Confundir sangue nas veias com sangue nos olhos é trocar alhos por bugalhos - se é que alguém sabe o que é um bugalho.

Só não se pode mais quebrar o galho de quem devasta uma floresta inteira.

Comentário

Só mais uma palavra a acrescentar. Por "medidas enérgicas" entendo suspensões em número de jogos, não de dias. Falta a nossa legislação esportiva justamente clareza nas penas. Não adianta nada punir rigorasamente e depois abrandar. É melhor dar a pena justa sempre. Diego Souza deve ser punido, mas nunca pelo absurdo de 1.200 dias!

Pepe, que joga no Real Madrid e também agrediu um adversário nesse final de semana com dois chutes nas costas, quando o outro já estava no chão, pode pegar de 6 a 12 jogos. Aí sim. É um intervalo interessante e sem demagogia barata de politicamente correto que infesta o futebol.

 

16.04.09

Tristeza

categorias: Geral


É triste ver dois dos melhores jogadores em atividade no Brasil se machucarem com gravidade e precisarem ser operados. Rogério Ceni, por mais arrogante e antipático que seja, é ótimo goleiro e uma figura que atrai simpatizantes do seu time. Edmílson, que ficará dois meses fora por fratura no cotovelo, também é um jogador acima da média.

O futebol brasileiro perde dois de seus melhores jogadores que praticam o esporte pertinho de nós. Enquanto isso, vamos ter que continuar assistindo fábio costas, cristians e túlios  da vida.

É mole?

04.12.08

O post que eu sempre quis escrever...

categorias: Geral, Imprensa


... mas Mauro Cezar Pereira fez muito melhor que eu em seu blog!

Irretocável! Brilhante!

Conclusões sobre o São Paulo. Acredite se quiser

Eu critico o São Paulo. E também o Palmeiras, o Corinthians, o Santos, o Internacional, o Grêmio, o Cruzeiro, o Atlético, o Flamengo, o Vasco, o Fluminense, o Botafogo, o Chelsea, o Real Madrid, o Bayern, o Lyon… E o Anorthosis Famagusta, claro.

Também elogio, embora isso não seja algo freqüente. O motivo? Como disse no Linha de Passe de segunda-feira, sou exigente e um tanto quanto ranzinza mesmo. É minha maneira de ver as coisas, apenas isso. O que seria da crítica se todos fossem atiradores de confetes?
Nada tenho contra o São Paulo, já disse e escrevi isso. Mas não deixo de abordar os pontos negativos do campeão brasileiro quando acho pertinente. Contudo, diante de queixas de tricolores irritados com meu “atrevimento” — imagine, alguém ousa criticar o São Paulo! — resolvi agradá-los. Antes, peço licença aos muitos torcedores inteligentes do clube do Mormbi.

Abaixo, dez “conclusões” sobre o São Paulo.

1- O São Paulo não tem defeitos só virtudes.
2- Muricy não é estúpido nas entrevistas, apenas folclórico.
3- Os outros times fazem oba-oba, são-paulinos se descontraem.
4- O São Paulo tem uma diretoria que nunca falha.
5- O Morumbi é o melhor estádio do planeta Terra.
6- A torcida do São Paulo ignora o esforçado e vencedor time que tem, mas ela está certa, afinal, a equipe quase sempre não joga bem, né?
7- Reasco, Éder, Éder Luís, Jancarlos, André Lima, Juninho e Fredson não foram más contratações, apenas não se adaptaram ao clube.
8- O São Paulo foi batido nas três últimas Libertadores por times brasileiros por mera casualidade em enormes injustiças. Como pode um time tupiniquim superar o São Paulo Futebol Clube?
9- Ações de marketing são-paulinas são dignas de prêmios internacionais e o batismo tricolor uma genialidade. O pai já levou a roupinha à maternidade, tirou fotos do bebê com o uniforme tricolor, a criança já está “convertida” e ainda assim ele paga para obter um “diploma”.
10- O São Paulo deveria disputar a Uefa Champions League.

Jornalismo não é carnaval para ficarmos jogando confete a toda hora. No momento certo, nos personagens corretos, tudo bem. E o São Paulo recebe elogios e enfoques positivos meus, claro, como este blog registra aqui, neste outro post aqui e também neste aqui, ou mesmo aqui, entre outros.

Em tempo: penso exatamente o contrário em todos os dez itens. Mas há quem os considere a mais pura realidade. Como diria Jack Palance (foto): “Acredite… se quiser”.

20.11.08

Vândalos

categorias: Geral


Um texto inteligente sobre esses "vândalos ligados às torcidas organizadas", como bem definiu o Estadão de hoje. Vândalos que batem em treinadores; vândalos que brigam entre si - como aconteceu com a torcida do Grêmio; vândalos que devem ser punidos severamente no âmbito criminal, não somente esportivo. Chega!

Para mim - e para os amantes desse esporte - o futebol deveria ser apenas a coisa mais importante das menos importantes! Na verdade é; os outros é que fingem gostar disso. Gostam é de si mesmos.

Do Blog do Castilho:

A bandeira no estádio é um estandarte
A flâmula pendurada na parede do quarto
O distintivo na camisa do uniforme
Que coisa linda, é uma partida de futebol

A letra de Samuel Rosa, do grupo Skank, define de maneira perfeita o que representa o futebol para a maioria dos brasileiros. Na infância, jogava minhas peladas na rua – para desespero dos vizinhos, já que toda semana uma vidraça era renovada – e comemorava os gols como se estivesse em pleno Maracanã. No final, dividíamos algumas garrafas de tubaína, o refrigerante que nosso parco dinheiro podia comprar. Mas era uma festa, uma deliciosa saudade. Nunca fui craque, mas era goleador. Enfim, não dava para ser jogador e virei torcedor. Dia de jogo era uma festa, junto com meu pai pegávamos o famoso Penha-Lapa, linha de ônibus que virou até letra de música, e chegávamos ao Parque Antártica. Leão, Ademir da Guia, Alfredo Mostarda, Leivinha, Edu e Nei, depois vieram Jorge Mendonça, Jorginho e outros menos cotados, mas mesmo assim mereciam os meus gritos de incentivo. Na arquibancada as bandeiras da TUP, Império Verde, Academia e várias outras torcidas eram desfraldadas, a batucada ditava o ritmo e todos gritavam o nome do time, de incentivo e o hino, que, diga-se, é quase mais bonito que o Nacional, era cantado com toda a força. Mas minha torcida uniformizada era meu pai, a missão era convencê-lo a ir ao estádio depois de uma semana de trabalho pesado. Tinha minha própria bandeira, camisa oficial e boné.

Posso morrer pelo meu time
Se ele perder, que dor, imenso crime
Posso chorar se ele não ganhar
Mas se ele ganha, não adianta
Não há garganta que não pare de berrar

Fui no último domingo ao jogo contra o Grêmio, precisava descarregar um pouco depois de enlouquecer com o Prazeres da Mesa Ao Vivo. Estava com meus filhos Carol e Junior e meu afilhado Felipe, que sempre jura que nunca viu o time perder ao vivo. Antes do início da partida fiquei pensando como várias coisas tinham mudado numa partida de futebol. Hoje, acontecem vários jogos dentro de uma partida. O primeiro deles é contra os cambistas detentores dos ingressos e, todos sabemos, com a anuência dos diretores dos clubes. Depois, tão irritante quanto, é a partida entre as torcidas. Uma não canta a música da outra, que por sua vez não canta o hino na hora em que é a outra que puxa o coro. Resultado: mesmo com o estádio lotado o grito fica abafado, a pressão sobre o adversário é menor e, claro, a tensão de acontecer uma briga é grande. Eles te mandam sentar, levantar, ver bandeiras enormes voando sobre sua cabeça, uma ditadura da arquibancada. Como não sou simpatizante de nenhuma, fiquei indeciso sobre a hora certa para gritar e acabei, em vários instantes, sendo um torcedor solitário. Gritava sozinho e também ficava calado sozinho. Foi nesse momento que me desliguei da vida real. Voltei a ser menino e meu pai estava ao meu lado, juro que cheguei a escutar a velha e saudosa música “ia, ia ia, o rei é o Da Guia”. Voltei a vida real quando a outra partida começou, a do jogador de verdade, que se rebelou contra o técnico dos ternos mal cortados e foi ao ataque tentar o gol. Maluquice? Indisciplina? Não sei, quem sou eu para julgar, mas essa foi a única partida do dia que emocionou. Obrigado São Marcos.