Futebol em Debate

Um blog com comentários do que acontece no futebol, em especial no futebol paulista

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Terra Blog

Arquivo de: Junho 2009

26.06.09

É o cúmulo!

categorias: Geral


* É um absurdo um clube gostar de Fábio Costa. O cara apronta uma briga a cada duas semanas. É impressionante!

* É um absurdo parte da torcida do Palmeiras qualificar como boa a venda de Keirrison para o Barcelona, mesmo que por E$16 mi. O centroaveante vai fazer uma falta descomunal. Ou a torcida mais "inteligente" do Brasil - ganha desparado de todas as outras - acha que Ortigoza e Obina vão dar conta do recado? Ah, tinha me esquecido: um cara que faz  24 gols em 35 jogos é ruim para caramba. Bom sou os outros! Anotem: os cornetas vão sentir muita, mas muita, mas muita falta mesmo do K9. O Palmeiras ficará igual ao Verdão de 2007, de Caio Jr, que até jogava bem, mas não tinha quem colocasse a bola para dentro. O drama começa domingo, contra o Santos. E não adianta pedir a cabeça do técnico. Durma com essa, torcida mais inteligente do Brasil.

* É um absurdo a espetacularização que estão fazendo sobre o caso Maxi Lopez. Muita gente aproveita para atacar o preconceito racial sendo preconceituoso contra os argentinos. É brincadeira, viu!

24.06.09

"Materazzi é do mal"

categorias: Imprensa


Trecho interessantíssimo de uma entrevista de Marcos Assunção ao jornalista Cosme Rímoli. Do Blog do Cosme Rímoli.

Foi na Itália que eu conheci um jogadores mais violentos do mundo. O Materazzi. Eu entendo perfeitamente a cabeçada que o Zidane deu nele na final da Copa do Mundo. Nunca vi um sujeito tão sujo como ele. A bola está longe, não tem vergonha em ficar te xingando, provocando, cuspindo. Ele espera a bola ir para o ataque do time dele. Sabe que todos estão olhando para a jogada, para a bola. E passa a xingar, pisar no pé dos atacantes adversários, dar cotovelada. Ele é do mal. Só não folgava com o Batistuta do nosso time. Ele sabia que não dava para encarar o argentino que era um touro. Quem jogou contra o Materazzi sempre irá ficar do lado do Zidane.

23.06.09

Mano precisa piar menos

categorias: Arquivo, Copa do Brasil

Cuca nunca ganhou título, é verdade, mas Mano Menezes só ganhou um Gauchão e uma série B.

Mano Menezes é ótimo, um dos melhores técnicos em atividade, mas precisa ganhar muito ainda para falar como se fosse o sabichão e aquele que tem o direito de ter dó dos outros. Fica aqui minha opinião - áspera e dura, mas sincera.

Mano Menezes precisa comer muito arroz com feijão ainda para soltar as asinhas de perú: está muito atrás de Luxemburgo, Felipão e Muricy.

Esses trechos foram extraídos de meu blog. Mais especificadamente de maio de 2008, quando Mano Menezes andava irritado com Luxemburgo e Cuca e falava umas bobagens.

Domingo passado, 13 meses depois portanto, Mano Menezes falou outra bobagem. Quis ofender Milton Cruz, do São Paulo, chamando-o de interino.

Milton Cruz, seja que função que tiver, merece sempre respeito. O cargo de alguém não diminui nem aumenta a dignidade de alguém. Além disso, na sua função, Milton já conquistou três Brasileiros, duas Libertadores, dois Mundiais... E lembrou-as ao Mano, respondendo inclusive que o técnico corinthiano nunca tinha ganho "nada de importante". O que é verdade.

Voltando às frases acima, percebam que elas cabem direitinho ao momento atual. Tá bom, o currículo de Mano engordou. Na sua carreira vitoriosa, agora constam mais uma série B e um Campeonato Paulista. Portanto, no total, Mano Menezes possui duas segundas divisões (com dois times grandes) e dois campeonatos regionais.

É verdade que Mano Menezes pode conquistar a Copa do Brasil na outra quarta. Está bem próximo disso. Aí conquistaria seu primeiro título de peso mesmo. (Ninguém tem culpa que Mano Menezes trabalha em uma época em que  os regionais se reduziram a campeonatos de pré-temporada).

Se a conquista vier mesmo na próxima quarta, Mano Menezes superará Renato Gaúcho, Vágner Mancini e... Péricles Chamusca! Estes já têm uma Copa do Brasil, mas possuem menos ou nenhum regional. No desempate, pró Mano.

Uau!

Informações sobre Ricardo Gomes

categorias: Imprensa


Do Blog do Mauro Beting

Se o São Paulo pensa em mudar de perfil, escolheu o nome errado. Ricardo Gomes gosta mais da defesa que Muricy. Exceto o primeiro Bordeaux que montou, nenhum deles se impôs pelo jogo fluido e fácil.

É um nome diferente. Está há quatro anos longe do Brasil, com trabalhos discutíveis: no Monaco, esta temporada, apenas o 11º. lugar; em 2008, 12º; em 2007, 9º lugar num clube que quase faliu, e perdeu muito do status que tinha (não por culpa de Gomes, dever dizer, que até montou uma equipe de boa defesa, mas carente de ideias com a bola aos pés). No Bordeaux, atual campeão, foi vice em 2006 (a 15 pontos do campeão Lyon), mas ganhou a Copa da Liga francesa; em 2005, porém, não passou de um 15º lugar…

Treinou pouco no Brasil. Foi mal com uma ótima geração olímpica, em 2004. Quer dizer, pré-olímpica… Uma geração perdida que ele não soube ganhar. Mas não apenas por culpa dele. O mais consistente trabalho no Brasil pareceu no Juventude, no BR-02. Quando montou um time competitivo, até de razoável saída para o ataque em velocidade. Mas, no frigir das bolas, é treinador que mais solta que tranca o time. Como fez com o Brasil que não se classificou para Atenas-04.

Nos seus melhores trabalhos, no Brasil, e fora, a estrutura foi o 4-4-2. No Bordeaux, montou um time interessante com Ramé; Jemmali, Planus, Afanou e Jurietti; Mavuba e Fernando eram os volantes; Faubert e Denilson os meias abertos pelos lados; à frente, Chamakh e Darcheville. O Brasil Sub-23 em 2003 e 2004 também era calcado num 4-2-2-2. Mas com talentos como Kaká, Robinho e Diego mal aproveitados. No Monaco 2008-09, com algumas variações, o 4-4-2 com duas linhas de quatro foi o esquema de cabeceira. Jamais atuou com três na zaga na temporada.

Como ele gosta de duas linhas de quatro, pode usar Hernanes (se recuperado tecnicamente) como um dos meias abertos, também pela capacidade de marcação, com Jorge Wágner (Hugo?) do outro lado. Marlos também pode atuar assim, um pouco diferente do que vinha fazendo com Muricy. Ricardo gosta de “wingers”, os meias mais abertos pelos cantos, e aposta em velocidade pelas bordas.

Também no ataque. O que pode complicar a vida de Washington, e favorecer uma linha de frente com Dagoberto e Borges, mais leve e dinâmica.

22.06.09

Mauro Cezar vai no ponto

categorias: Imprensa


Do Blog do Mauro Cezar Pereira

Arrogância explica saída de Muricy. Novo técnico vem de clube coadjuvante

Muricy Ramalho foi mandado embora do São Paulo. Qual a diferença entre a demissão do técnico tricampeão brasileiro para o pé no traseiro tão comum dos clubes em treinadores durante fases não muito boas? A diferença é que os cartolas do São Paulo dispensaram um profissional que há seis meses conquistava seu terceiro título brasileiro seguido. Reflexo de quem se acha mais do que realmente é.

Sim, há são-paulinos que acreditam pertencer a algo superior. Como se o clube do Morumbi trafegasse numa esfera acima no futebol brasileiro, a ponto de ser uma vergonha não ganhar a Copa Libertadores por quatro anos seguidos. Soa patético se lembrarmos que entre 1995 e 2004 o clube sequer se classificou. E convenhamos, é absurdo cair diante de Internacional, Grêmio, Fluminense e Cruzeiro???

A demissão de Muricy mostra que São Paulo é dirigido por cartolas, termo definido como de uso pejorativo pelo dicionário Houaiss. Gente que, à frente de um clube de futebol, não assume responsabilidades quando a coisa vai mal. Eles apenas demitem uma pessoa, atribuindo a ela a culpa. Onde está a decantada diferença entre a postura dos dirigentes são-paulinos e os de outros clubes?

Claro que ao longo de sua história o São Paulo se estruturou, o que explica em parte sua trajetória de sucesso. Mas ter um Centro de Treinamentos bacana não assegura que determinado clube tenha administração moderna. Um exemplo? O Atlético Paranaense possui ótimo CT, mas Mário Celso Petraglia jamais foi um dirigente de vanguarda. O mesmo vale para o Cruzeiro com os irmãos Perrela.

É evidente que há diferenças entre esses nomes e os que comandam o São Paulo, mas há pontos em comum entre eles e vários outros cartolas que há décadas se espalham por aí. Quando as coisas não transcorrem exatamente como se esperava, demite-se o técnico e ponto final.

No caso tricolor, uma atitude arrogante de quem não suporta a realidade que mostrou, nas quatro últimas Libertadores, que o São Paulo não é tão poderoso quanto pensava ser. Ou o time não venceu esses quatro confrontos só por causa de Muricy? Entre analisar os erros e tentar de novo em 2010, melhor jogar tudo nas costas de um homem só. Clique aqui e veja comentário em vídeo.

Quanto a Ricardo Gomes, que foi contratado para o cargo vago, teve começo de carreira como técnico animador. Ganhou a Copa da França pelo Paris Saint-Germain há 11 anos, depois uma Copa do Nordeste pelo Sport, em 1999, e a secundária Copa da Liga Francesa em 2007 pelo Bordeaux.

Volta ao Brasil após modesta campanha do Monaco no último campeonato francês, quando foi 11º colocado. O clube é mero coadjuvante naquele esquálido catorneio, tanto que foi 12º em 2008, 9º em 2007 e 10º em 2006. Gomes chega com obrigação de ser campeão, algo novo para ele. Não é um nome animador, vale só pela tentativa.

PS 1: é óbvio que o São Paulo vinha mal. A questão é, se no Morumbi o técnico é demitido quando as não coisas vão bem, onde está a tão propalada diferença dos dirigentes são-paulinos?

PS 2: Alguns dizem que o São Paulo é diferente porque demitiu seu treinador, mas depois de três anos e meio no cargo. Ora, o cara ganhou TRÊS títulos brasileiros neste período, ou seja, os três torneios nacionais que disputou. Só 100% de aproveitamento!!! Seria menos estranho demitir Muricy no final de 2007, como castigo por ter se tornado campeão do Brasil jogando feio, como aconteceu no mesmo ano com Fabio Cappelo no Real Madrid.