Futebol em Debate

Um blog com comentários do que acontece no futebol, em especial no futebol paulista

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Terra Blog

Arquivo de: Fevereiro 2009

04.02.09

Fracassos

categorias: Mercado


Quem diria! Denílson foi parar no Itumbiara de Goiás! E pensar que o jogador estava no Palmeiras do ano passado... Nem o Bolton o quis. Tem gente que ainda confia? Só para fazer circo mesmo. Ao lado de Túlio Maravilha! Os adversários devem estar tremendo de medo!

Quem diria! Thiago "Muro" Neves voltou para o Fluminense por empréstimo de seis meses. O Hamburgo achou melhor. Mais um da série dos jogadores que se acham mais do que são. Fracassou na Europa. E se queimou.

Duas histórias sobre a altitude

categorias: Imprensa, Humor


Todos sabem que o Palmeiras enfrentará a altitude para poder passar para a fase de grupos da Libertadores. E nada melhor do que duas histórinhas engraçadas, retiradas do Blog do Boleiro, para descontrair:

Aeroporto de Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, 1995. A delegação do Palmeiras tinha acabado de desembarcar e os atletas estavam na fila da imigração.

Um jornalista chega perto do volante Amaral e pergunta. “E aí, está preparado para encarar a altitude?”. O atleta, na época com 22 anos, responde: “Sabe que já estou sentindo esta falta de ar. Incrível”.

Incrível mesmo. Afinal, a cidade boliviana fica a 439 metros acima do nível do mar, altitude menor que a da cidade de São Paulo (760 metros). Tem oxigênio de sobra na composição do ar.

Hoje, Amaral lembra que, quando o time já estava em La Paz (3660 metros) para enfrentar o Bolívar, ele protagonizou uma cena hilária.

O técnico Valdir Espinosa deu a preleção depois do treino. E passou instruções cautelosas. “Ele falou para a gente tomar cuidado nos primeiros 15 minutos, porque os caras iam vir com tudo. E pediu para não corrermos muito por causa da altitude, que era perigosa”.

Foi neste momento que o jogador – hoje no futebol australiano – decidiu mostrar serviço: “Eu já me agitei ali na roda e pedi para falar. Era juvenil, né. Virei pro treinador e disse: Não professor, se o senhor quiser, eu marco este Altitude e não deixo ele jogar”.

                                                           ***

Em 1992, o São Paulo enfrentou o San José, em Ururo (3.700 m) e depois encarou o La Paz (3.660) na capital boliviana. A estratégia da comissão técnica comandada por Telê Santana foi a de alojar o time em Santa Cruz de La Sierra e viajar para estas cidades no mesmo dia dos jogos.

Ainda em São Paulo, o professor Turíbio conversou com os atletas sobre os efeitos físicos que a altitude provoca, tentando acalmar os mais temerosos. O atacante Macedo, que tinha 22 anos, era um deles.

No aeroporto em Santa Cruz de La Sierra, Turíbio e o médico Héldio Fortunato Gaspar de Freitas perceberam um burburinho. “Tinha uma confusão, os jogadores estavam numa roda, todos falando alto. Fomos ver e era o Macedo, que estava sentado, passando mal, com a cabeça abaixada”, lembra.

Consultado pelo fisiologista, o atacante disse que já estava sentindo tontura e náusea por causa da altitude. “Eu dei uma bronca nele e os atletas ficaram de gozação porque ele já estava se sentindo mal numa altitude menor que a de São Paulo”.

Macedo aguentou a provocação e brincadeiras dos colegas até a partida contra o San José, em Ururo. Ele ficou na reserva. Faltando cerca de 20 minutos para o jogo acabar, Telê Santana chamou o jovem atacante (hoje ele tem 38 anos) e pediu para que ficasse aberto na direita.

Logo na primeira bola que recebeu, Macedo deu um pique veloz, se livrou da marcação, cruzou para Palhinha fazer o gol e caiu duro na linha de fundo, perto da bandeirinha de escanteio.

Nessa hora, no banco de reservas, perceberam que Macedo estava caído. “A gente só ouvia os jogadores dizendo que ele tinha desmaiado”, conta Turíbio.

Imediatamente, o Dr. Héldio pegou o cilindro de oxigênio e partiu em disparada para atender o atleta do outro lado do campo. Na casa dos 60 anos, o médico tricolor percorreu quase toda a lateral, virou à direita na linha de fundo e, quando chegou perto do gol, diminuiu o ritmo.

“Ele foi parando, parando e sentou no chão, pôs a máscara e ficou respirando ali atrás do gol. O Macedo teve que se recuperar sozinho e voltar para o campo”, conta – rindo – o professor Turíbio.

Farra do Boi

categorias: Imprensa


Do Blog do PVC

(...) O projeto de Cuiabá inclui R$ 350 milhões somente para a construção do novo estádio. O José Fragelli será demolido e reconstruído no mesmo local. Tudo dinheiro público, do governo do Estado do Mato Grosso!!!

Além desse dinheiro, quatro Centros de Treinamento serão construídos. Um em Várzea Grande, um na Chapada dos Guimarães, um no Pantanal, outro no Lago de Manso. Tudo dinheiro das prefeituras!!!
Dá para entender por que Cuiabá é favorita na briga com Campo Grande? (...)

Muricy e ESPN

categorias: Imprensa


O entrevero de Muricy Ramalho com Fernando Gavini, da ESPN-Brasil,  no domingo, após a derrota de 2 a 0 para o Santo André, foi absurdo. Muricy errou e muito! Para que ficar irritadinho daquela maneira, se o jornalista não fez nada, absolutamente nada demais? Que culpa o jornalista tem, se o time de Muricy se apresentou mal diante do Santo André? Qual é a ironia que ele acusa ter sido vítima?

Para mim, a ESPN estava certíssima ao dizer que boicotaria as entrevistas de Muricy até o treinador fazer um pedido de desculpas público - afinal, desrespeitou publicamente, peça desculpas publicamente. A ESPN e seus repórteres não devem ser maltratados.

Todo mundo gosta do Muricy e ele é um baita técnico. Mas passou dos limites.

E não adianta Marco Aurélio Cunha, o sofista da informação, dizer que adora o Trajano, mas que a ESPN está censurando Muricy, como fez hoje a tarde na Bandeirantes. Nem o Datena invadir o Jogo Aberto para dizer as mesmas coisas. A ESPN entrevista quem ela quiser. Deixar de entrevistar alguém não é censura. Quem quisesse ouvir o Muricy, bastaria trocar de canal. Aliás, a ESPN não proibiu Muricy de falar; disse apenas que não ofereceria mais os seus microfones. É uma coisa muito, mas muito diferente.

Marco Aurélio misturou alhos com bugalhos, como faz sempre. Encontrou o lugar ideal para ele, a Câmara dos Vereadores, onde essa prática é comum. Que seja feliz por lá.

Muricy ontem pediu desculpas. E a ESPN comunicou que voltará a fazer entrevistas com o treinador. Ok. Só que Muricy devia, mesmo ao pedir desculpas, não tratar Gavini como "rapazinho" - tratando-o com uma ironia que ele diz não gostar. O profissional tem nome e sobrenome. E merece o mesmo respeito que Muricy alega para si e não oferece.

Em tempo: imaginem se fosse o Luxemburgo ou Leão quem tivesse feito isso...